22 jul
Uma vida inteira.
Postado em 2010, arquivado na categoria Gente que eu admiro, Parabéns, eu que fiz!, retrô, tô nessa!.eu nunca fui de ficar falando da minha vida pessoal aqui no sc, tirando alguns ficas despirocados, ou pedintes insolentes ou ainda, reveillons fracassados, eu nunca escrevi pra vocês nada sobre a minha vida, acho que poucos que visitam o meu blog constantemente como a Karina, a Paula, a Aline, o Diego, sabiam que eu tinha ganhado um notebook há uns 3 ou 4 meses, por que qualquer pessoa normal tiraria fotos, postaria no blog, no flirck, no twitter, mas eu não acho que isso seja interessante, e longe de mim querer criticar quem faz isso em seus blogs, por que realmente é uma coisa indiferente e não vem ao caso agora.
O que eu tô querendo dizer é que chegou o momento em que eu irei expor minha vida ao máximo. Por que a minha vida se resume basicamente no que eu vou falar agora:
Harry Potter.
Primeiramente, peço aos meus leitores que leiam o post para conhecer um pouco mais de mim e que não se manifeste se você não concordar com alguma coisa escrita aqui, ou achar ridícula algumas de minhas atitudes, livro-os do fardo de ter que deixar um comentário, poderia muito bem proteger o post colocando uma senha, mas ao fazer isto, o post não seria mais uma parte do blog que seria dividida com vocês.
Todo mundo aqui sabe que no final desse ano vai estrear a primeira parte do final de uma saga que move legiões durante décadas, de uma saga que fez, faz e vai continuar fazendo parte de uma geração de pessoas que mesmo não sendo fãns, vão guardar na memória o sucesso dessa saga. Harry Potter na minha vida é praticamente tudo, cresci vendo Harry Potter, nos meus 5/6 anos de idade quando eu ficava vidrado na tv assistindo a FITA CASSETE do primeiro filme de Harry Potter ( a Pedra Filosofal), passava horas na frente da TV, assistindo, rebobinando e assistindo de novo.
Minha vida inteira, eu passei colecionando coisas de harry potter, albuns, figurinhas, camisetas, sacolas plásticas, revistas, posters, jogos de lego, jogos de tabuleiro, varinhas de madeira, escolas virtuais de magia, livros que a gente baixava da internet das matérias de Hogwarts (que iam de Feitiços à Trato das Criaturas Mágicas), brincava no meio de rua, gritando que dementadores estavam me perseguindo, e eu derrotava eles com minha varinha de canudo que eu pegava na mercearia que tinha do lado da minha casa e ainda me lembro do dono da mercearia brigando comigo quando eu ficava espantando os fregueses dele quando eu passava correndo gritando: DEMENTADOR, CORRAM. EXPECTO PATRONUM! PUUF. Lembro de como a minha mãe me chamava de doido quando eu ficava repetindo as falas do filme o dia inteiro e quando ela me bateu quando eu cheguei com um rato morto dizendo que precisava da ajuda dela pra tirar o baço daquele rato pra fazer uma poção do morto-vivo. Lembro ainda que eu parei de acreditar em Papai Noel por causa do Harry Potter, que em Natal eu pedi uma coruja branca igual à Edwiges e de como eu chorei quando no dia 26 de dezembro eu corri pra árvore de natal e no lugar de uma coruja, tinha um carrinho de controle remoto. Sempre que saía um novo filme no cinema eu andava por todas as locadoras de DVD’s e VHS’s, comprando posters, brindes que eles ganhavam quando compravam o filme, cartazes, blusas, planfetos, e voltava pra casa cheio de tralhas e papelão com fotos, emblemas, simbolos, feitiços de Harry Potter, que deixava minha mãe louca – e deixa ainda, porque ainda tenho a maioria dessas relíquias-. Cicatriz de mentira no meio da testa, nem se fala, era mais importante do que colocar cueca. Horas na fila para comprar ingressos para a pré-estreia à Meia Noite, dos filmes. Noites acordado com ansiedade para o lançamento de um livro. Chegava-e ainda chego- 7 horas antes no cinema para pegar um lugar bem na frente na fila para a entrada do cinema nas noites de pré-estreia. Meus inúmeros fãsites de harry potter que eu tinha e graças à eles que eu sei tudo o que eu sei hoje de html, css, php, etc.etc.etc.
E um bilhão de outras coisas que eu fiz – e faço – por Harry Potter que eu ouso afirmar inclusive que são e foram os momentos mais interessantes da minha vida. Porque gente, ao contrário do que muita gente diz, do que muita gente pensa, Harry Potter não é uma modinha. Modinha é algo ou alguém que faz sucesso momentâneo e do mesmo jeito que explode, se apaga depois de alguns meses ou 2 ou 3 anos. E eu não falo isso só por que sou fã de Harry Potter, outro exemplo de falsa-modinha, é Toy Store, que taí do mesmo jeito que Harry Potter, o primeiro Toy Story foi lançanda em VHS, em fita CASSETE minha gente, e HOJE, mesmo depois de anos do lançamento do primeiro filme, pais ainda levam os filhos pra assistirem o desenho por que eles pensam: Poxa, eu assistia a esse desenho quando eu era mais novo. A mesma coisa acontece com Harry Potter, você vai numa estreia ou até mesmo semanas depois da estreia, e vê na fila, adultos com 25/27, de barba fechada na cara, assistindo Harry Potter e a gente percebe que tipo eles não estão ali obrigados, e eu falo isso não é inventando números, porque EU tenho uma prima de 28 anos, que ainda fala: “Vou no cinema assistir Harry Potter”, e ela nem é fã, simplesmente acompanha a saga desde que ela era uma menina e ela, assim como alguns dos próprios atores que formam o elenco de Harry Potter, cresceram juntos.
É a história de uma vida que cresce junto com a gente, junto com a nossa geração. E a dor que eu, e que qualquer outra pessoa pessoa que cresceu vendo a saga, sente quando vê que o fim está próximo (ano que vem), é quase a mesma dor que um pai sente quando um filho morre primeiro que ele, por que aquele filho fez parte da vida do pai por um tempo significativo o suficiente pra fazer falta. E ano que vem quando a saga Harry Potter morrer, com certeza irá deixar um buraco enorme no coração de cada pessoa que cresceu na geração harry potter.
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