Manuel Bandeira que me perdoe, mas vou-me embora de Pasárgada.
Fizeram tanto marketing, tanta promoção, tanta divulgação, que ser amigo do rei, hoje, já não é mais um privilégio e, por enquanto, ainda posso escolher a cama, mas a mulher que quero não tenho e nem nunca terei.
Aqui eu era feliz, mas as atitudes inconsequentes da Louca Joana da Espanha transformaram a aventura em perigo mortal. Comecei a fazer ginástica, mas aqui só podemos andar de bicicleta e agora eu faço uma pergunta a você, meu amigo leitor: E quem não sabe andar de bicicleta?!
Pau de sebo não tem mais, acabaram com tudo e o burro brabo, que de burro não tem nada, deu no pé antes que todo mundo resolvesse montar nele, a única diversão é poder tomar um banho que mar, porém quando estiver cansado não poderei mais deitar na beira do rio, por que agora o rio parece mais um maremoto de algum parque aquático e a multidão de gente não me deixa deitar e descançar e a mãe-d’água já tá sem histórias pra contar e a Rosa, despedaçada.
A outra civilização de Pasárgada desapareceu e o processo seguro teve seu preço e acabou promovendo a concepção, os telefones automáticos não telefonam os alcalóides não deu pra quem quis e até as prostitutas ou são bonitas e aidéticas ou são bonitas e travesti.
E quando de noite me der uma vontade de me matar…
Vou-me embora de pasárgada.!
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